terça-feira, 13 de março de 2012

Um pequeno aviso...

Amo escrever, ainda mais para o blog, mas as últimas semanas têm sido conturbadas. Com o final da revisão do livro, a loja de RPG que estou abrindo, as aulas de música que dou, a rolpunkers, projetos com a retropunk e minha gráfica (bem como minhas partidas de RPG), o tempo está ficando um pouco apertado.


Ainda mais o retorno que estou tendo no momento no blog. São poucos comentários, o que não me guia muito sobre a qualidade dos post's e do blog, e uma média de 20 a 30 acessos por dia. Apesar de ter um publico aparentemente fiel todos os dias, terei, por enquanto de mudar a rotina do blog para post's nas Segundas, Quartas e Sextas, e no Sábado sempre sairá um conto com a tag Contos de Pesadelo, para ambientar a ideia do jogo e fornecer um vislumbre sobre o tema.

Assim que o livro sair, terei uma série de novos post's, bem como um público maior e mais participativo, dai voltarei com post's diários. Espero em breve ter um fórum e mudar o domínio do blog para pesadeloinocente.com. Por enquanto é isso. Então, até amanhã com novo post e fiquem ligados Segunda, Quarta, Sexta e Sábados com um conto.

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Top 3: Como as Coisas Funcionam

Ok! Post simples de segunda-feira apenas para mostrar para os moderadores de plantão que Little Fears Pesadelo possui uma mecânica básica para organizar os episódios e as cenas.

Para facilitar eis uma lista de como as coisas devem funcionar quando você prepara uma cena:


1- Estruture ela. Descreva o ambiente e tudo o que seja importante nele. Deixe que os jogadores deem sugestões sobre o que compõe a mesma e a forma como seus personagens estão com relação a ela.

2- Agora é a vez dos jogadores. Cada um dirá o que seu personagem está fazendo, e quem sabe, dirá o porquê. O moderador também narra os possíveis personagens do moderador e suas ações e reações.

3- Se qualquer um dos envolvidos na cena tomar qualquer ação ou atitude que gere conflito ou  rompa uma situação de falha dramática, realize os testes.

4-Então narre o resultado das rolagens para cada um deles, individualmente. Isso inclui os personagens do moderador.

5- Logo, incorpore a descrição à cena e fale como tudo está a partir desse momento, depois das ações e decisões.

6- Repita os passos 2-5 até que todos os conflitos tenham sido resolvidos.

7- Finalizando todos os conflitos e tendo todas as ações sido encorporadas à narração é hora de ir para a próxima cena e seguir os mesmos passos.

Você pode tentar com uma narrativa simples, para ir treinando, se não tiver tanta experiência com RPG ou Little Fears. Se já joga a algum tempo, pode tentar usar esse método rotativo e simples para criar cenas em outros RPGs e notará que as coisas fluem mais homogêneas no final das contas. Haverá um ponto em que você não notará onde tudo começou e não saberá como irá terminar; os jogadores irão tomando as decisões a medida que você narra as consequências.

Como em Little Fears o sistema é simples e funcional, a resolução de algumas cenas pode ser bastante rápida, então certifique-se de ter preparado algo realmente assustador e desafiador para os jogadores seguindo o mesmo ritmo dos passos acima, para manter a chama empolgação acesa. 

Quando preparo um episódio (em geral tendo 10 cenas) faço um pequeno roteiro de como deve funcionar para o sistema Top 3 ficar a meu favor. Essas sete dicas se encontram no livro e as sigo desde os primeiros episódios que mestrei, e tudo tem funcionado perfeitamente.

Espero que esses post's acumulados possam formar uma ótima biblioteca de consulta para quando o livro for lançado, tanto moderadores quanto jogadores possam usurfruir plenamente de suas partidas. Bem, nos vemos amanhã.

Bom jogo e ótimos pesadelos.

sábado, 10 de março de 2012

Contos de Pesadelo: Arrepio

Olá a todos, confiram outros contos em Contos de Pesadelo. Por enquanto irei manter a narrativa discreta, sem combates e lutas contra monstro. Gosto do suspense sufocante um pouco mais que o horror descarado. 

O conto a seguir é o trecho de uma partida que tive aqui. Uma das melhores experiências até agora. Espero que gostem.


Arrepio - Por Fábio Silva
"Não! Novamente não! Por favor!" Carine pensa tapando os ouvidos o mais forte que consegue. Ela gira o corpo por baixo do cobertor em sua cama, rosto sufocado no travesseiro. Sabia que chamar seus pais não adiantaria, seu irmão iria xingá-la novamente. Não era a primeira vez que, durante uma semana, na mesma hora ela podia ouvir aquilo. Era como se a portas do próprio inferno estivessem abrindo.

Mesmo com toda a força que usa para evitar que o som chegue a seus ouvidos, mesmo com a distração de pensamento, ela ainda pode ouvir. Um arrepio percorre seu corpo acentuando o calafrio. Ela levanta na escuridão de seu quarto, de pijamas e sem suas pantufas da pantera cor de rosa, corre descalça para fora do quarto, o som distancia a medida que chega ao corredor e desce as escadas.

Seus passos abafado na madeira dão a impressão de que, por um momento, alguém vem em seu encalço. Ela para na sala, encostada no sofá, ainda agachada nota a hora no relógio rústico de pêndulo  na parede a um canto. São três da manhã. Nem um minuto havia se passado desde que o inferno começara a rugir. Agora com o som do pêndulo cortando o silêncio, como a batida de coração macabro ela pensa sobre o que fazer. Quanto tempo duraria aquilo? Quantos dias teria que suportar?

"Já chega! Isso acaba hoje! Agora!". Ela se esgueira por entre as sombras, passando pelos vultos dos móveis fracamente iluminados pela luz da lua que escorre pelos vidros das janelas e portas. Subindo as escadas, pode ouvir ao longe os sons macabros que tanto lhe incomodam. Mas esse não é seu objetivo; sua trajetória. Não por enquanto. Ela vira na direção do quarto do irmão, o qual a porta está entreaberta. "Isso!" pensa ela, com medo de ter pensado alto.

Dentro do quarto do irmão na penumbra, ao lado da porta, repousa o bastão de basebol dos Yanks de Donald. Ela o segura, erguendo-o com dificuldade, devido sua baixa estatura, para 8 anos, e caminha pendendo com o peso do bastão, reajustando o ponto de equilíbrio, cambaleante, em direção ao seu quarto.

Os sons tão familiares vindos do seu quarto começam a aumenta a medida que ela se aproxima. Com a motivação renovada, ela empurra a porta, e pode ver agora com mais clareza o seu próprio quarto, envolto em sombras. Olhando para a porta do guarda roupas ela caminha com determinação em sua direção. Os sons agora são mais acentuados. Como se fossem... crianças! Dezenas, se não centenas de crianças gritando! Pedindo ajuda!

Ela puxa a maçaneta com força. Uma pancada de ar sai com força, obrigando-a a se recompor. Os gritos são claros agora! E o pior, são altos! Mas... ninguém parece ouvir. "Apenas eu?". Ela pensa enquanto caminha para a escuridão de seu guarda roupas.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Preenchendo a Planilha Parte III

Depois do Preenchendo a Planilha Parte I e Parte II, agora venho finalizar com a última parte. Sei que demorou um pouco, e confesso que por que esqueci completamente. Mas estou sempre visualizando (e anotando na agenda) as séries de post's que faltam finalizar.

Peço desculpas também pelo atraso no laçamento do post, mas estou atolado de trabalho aqui, e ainda por cima estou na revisão final da tradução para mandar o livro para o Guilherme. Como está um pouco em cima, o tempo aperta. Vamos lá?


Como Me Sinto (Níveis de Saúde)
Como todo RPG, nesse também há uma medida da saúde, ou da resistência física do personagem. Você pode ver isso como "pontos de vida" ou como o sofrimento pelo qual ele está passando. Não faz muita diferença sistematicamente, mas pode ficar interessante durante a narrativa.

Em Little Fears Pesadelo existem quatro níveis de saúde: Me Sinto Bem, Sinto Dor, Estou Ferido e Estou Muito Ferido. Na planilha, para cada um desses níveis há dez bolinhas, mas calma, não seja afoito, você pode não começar com todas elas preenchidas.

O seu personagem tem um número de ponto em cada nível de saúde igual a Briga ou Empatia +4 (porque uma das duas eu falarei em outro post). Ou seja, pegue seu valor de uma das duas Habilidades e adicione quatro. Esse será o número de pontos de saúde de cada um dos níveis. Aconselho escolher a maior dentre as duas. Isso irá gerar um valor em cinco e dez para cada nível.


Meus Objetos
Objetos são itens pessoais que as crianças possuem e que as ajuda em sua caçada aos monstros. Mas eles não se tratam de simples objetos, eles são dotados de habilidades extras. No sistema, você ganha uma quantidade de pontos igual a sua Inocência para fornecer bônus e melhorias a esses objetos.

Qualquer que seja o objeto você irá fornecer uma característica especial a ele. Algo como um efeito que dará um bônus de +1 a +3, ou penalidades para inimigos de -1 a -3. Vejamos como funciona.

Bônus a uma Habilidade
Sua criança pode ter um tênis que acredita lhe ajudar a correr que lhe fornece +1 a +3 em Agilidade, ou uma jaqueta dada por seu pai que o faz sentir-se mais capaz e lhe concede de +1 a +3 em briga. Não importa o objeto, mas é interessante que ele tenha alguma ligação com o atributo e ainda possua uma ligação interessante com a criança.

Bônus ao Dano
O objeto pode ajudar na hora do combate por ajudar a criança a fazer seu adversário sentir mais dor. Concede de +1 a +3 no Dano.


Penalidade na Habilidade ou Dano do Inimigo
O mesmo que acima só que fornece de -1 a -3 em uma Habilidade específica (tem que ser descrita na hora da criação do personagem) ou ao Dano do mesmo.

Cada ponto que você distribui para um efeito aumenta em +1 ou em -1 o resultado até uma máximo de +3 ou -3. Lembrar que seus pontos para objetos são iguais a seu nível de Inocência.

Metas
Bem, por último mas não menos importante veem as Metas, que são objetivos e desejos de conquista da criança. Elas são divididas em Curto e Longo Prazo que determinam a grandiosidade de tal. 

Metas a Curto Prazo são coisas simples que a criança pode conquistar em algumas sessões. Já as de Longo Prazo são coisas difíceis e delicadas de serem conquistadas. Cada personagem deve começar com uma de cada, mas nada impede que você tenha mais. Ter várias metas é interessante por deixar o personagem mais temperado, e por aumentar a possibilidade de recompensa do mesmo ao conquistar uma (o que em geral vem em forma de pontos de experiências e conquistas na história).


Descreva em uma frase algo que o personagem deseja realizar ou conquistar como "fazer um bom presente par o dia dos pais", ou "aprender a andar de bicicleta". Esses podem ser Metas de Curto Prazo já que podem ser conseguidas mais facilmente e em apenas algumas sessões. Coisas como "descobrir quem é o verdadeiro pai", "juntar dinheiro para comprar um vídeo game" ou "salvar meu melhor amigo dos monstros" pode ser algo a longo prazo, já que sua resolução pode levar muitas sessões ou até mesmo vários episódios.

Após isso, contemple seu novo personagem e se aventure em um mundo de fantasias assustadoras.

Bom jogo e ótimos pesadelos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Jason L. Blair Procura Ilustradores


Ontem o Jason L. Blair postou em littlefears.com o quão importante é o trabalho que tem realizado com Little Fears e o quão apegado ele é a alguns ilustradores. Alguns de seus trabalhos possuem arte, muitas vezes dos mesmos ilustradores, que com o tempo acabaram ficando cada vez mais ocupados.

Agora ele anuncia que, aquele que tiver interesse participar como ilustrador dos próximos Campfire Tales, ou até outros trabalhos futuros, pode enviar para e-mail para jason@littlefears.com com o endereço do portfólio para ser avaliado.


Caso não possua um portfólio online ele avisa que podem enviar três desenhos por anexo para o e-mail no formato jpg, em boa resolução. Como a temática do Little Fears são crianças contra monstros, tentem caprichar, usando isso como referência.

Se você não possui nada sobre crianças e monstros, ainda assim, pode enviar a arte que possui para ele avaliar os traços e estudar uma possível contratação. Então é isso, fica o recado e a dica. Vão, vão, não percam seu tempo e envie o e-mail!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Tradução: Care

Um termo que ficou meio enevoado a princípio, já que sua primeira aparição se deu no capítulo um, e mais a frente era que haveria um paragrafo dedicado a esse termo, explicando do que se trata. "Care" é uma das Habilidades dos personagens que se encontra na ficha.


Então deveria ser algo que pudesse ser medido, transformado em número. Não lembro ao certo, agora, qual foi a minha primeira tradução para ele, já que ao chegar no capítulo 2 dei de cara com a explicação, acabei voltando logo e alterando o que tinha feito anteriormente.

Mas, como definição, o livro usar para "care" o ato de se importar com outros, ou qualquer coisa viva. É como um sentimento de reciprocidade, ou se preferir, empatia. Não tive muitas dúvidas sobre o que usar, para tal característica que define a parte sentimental do personagem. Sua interação social depende em muito dessa habilidade, além claro, da habilidade "Speak", que falarei no próximo post.


Assim, sem muita enrolada, achei conveniente usar Empatia para "Care" que é o ato de se "importar", ou seja, ser empático, com relação a outros seres. Não tive muitas dúvidas ou problemas com relação a esse termo, nem outros relacionados as Habilidades.

Post simples, pois não tenho muito o que falar sobre. Qualquer dúvida ou curiosidade é só comentar. Abraços a todos.

Bom jogo e ótimos pesadelos.

terça-feira, 6 de março de 2012

Diário de Um Moderador: Sesações

Consegui na semana passada, narrar a primeira sessão de Contos de Acampamentos e sai com a sensação de dever cumprido. Ainda ontem iniciei outro episódio, chamado Contato que faz parte do Pesadelo Inocente, um projeto de narrações para apresentar o Little Fears a novos e antigos jogadores.

Na sessão que transcorreu na semana passada, foi basante divertido a forma como conseguimos interpretar os personagens e imaginar a dinâmica do cenário. Tudo se passou em um hotel cinco estrelas, beira mar, em Porto de Galinhas, onde os pais das crianças passavam férias. Alguns deles inclusive são gringos.


As crianças se conheceram por acaso na piscina próximo ao restaurante que fica de frente para o mar. Reunidas conversaram e brincaram até o anoitecer, mas nos dois primeiros dias de estadia nada aconteceu. No terceiro dia, as crianças começaram a ouvir sons estranhos que vinham dos jardins, que são enormes e possuíam uma grande diversidade de fauna e flora. Mas nada demais, se não uma aventura por entre as plantas e árvores, e fugas de animais que protegiam seus ninhos.

No quarto dia, o qual a maioria das pessoas passou a usar algum tipo de fantasia, desde coisas simples como saias havaianas até algumas máscaras discretas, as crianças decidiram usar suas roupas favoritas. Homem aranha, bruxo, monstro e dinossauro foram as escolhidas pelos jogadores. No meio do alvoroço, duas crianças desapareceram, e assim continuou até que cerca de 5, de grupos diferentes (as crianças estavam divididas em grupos pequenos de 4 a 6) haviam sumido sem deixar sinal. Isso incluía uma de 6 anos do grupos dos personagens dos jogadores. Eles agora têm que seguir as pistas para tentar encontrar a pequena garotinha e entender o que está acontecendo.


A sessão terminou nesse ponto com cerca de 4 horas de jogo. Não entrarei em detalhes, por que não é minha intenção no post de hoje, ou até mesmo da categoria Diário de Um Moderador. Venho mais para falar do que sinto com relação a aventura e a sessão e como as coisas funcionaram. Amanhã inauguro a sessão Diário de Mesa aqui no blog que conterá os pormenores do que descrevi acima.

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Foi estranho no começo para alguns interpretarem crianças ou se colocarem no lugar delas. Mas após algum tempo e narrativas de atividades em grupo, principalmente da aventura que elas enfrentaram nos jardins do hotel, a coisa começou a funcionar melhor e todos sentiram-se mais a vontade.

Eu fiquei muito satisfeito, pois a mecânica narrativa novamente funcionou perfeitamente como eu desejava: lembramos coisas nossas, de quando eramos crianças, fiz as crianças debaterem sobre os heróis favoritos, e isso incluía desenhos que passavam na manchete (já que a aventura se passou em 1992) e similares.


Foi uma sessação nostálgica de satisfação. A sessão não deixou nada a desejar. Esquecemos até do refrigerante e da pizza! Espero poder repetir a dose novamente essa semana, dando continuidade ao episódio que se iniciou semana passada, e na próxima segunda feira, à noite, continuar a que iniciei ontem. Domingo relato em detalhes o que rolou na sessão do episódio Contato.

No mais, fica a dica de que jogar RPG não é só interpretar e contar histórias, é também encontrar os amigos para conversar. Valeu a todos que compareceram ao jogo.

Bom jogo e ótimos pesadelos.